Às vésperas das eleições, o perfil etário do eleitorado brasileiro mostra uma mudança que acompanha o envelhecimento da população. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o eleitorado com 60 anos ou mais cresceu de 32,9 milhões em 2022 para 37,5 milhões em 2026.
Com isso, a participação desse grupo no eleitorado nacional passou de 21,02% para 23,60% no período.
Diante desse cenário, o crescimento da população idosa traz novos questionamentos sobre as demandas que devem ganhar espaço nas políticas públicas.
País caminha para uma população mais velha
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que as pessoas com 60 anos ou mais representavam 16,6% da população em 2025. A projeção indica que essa participação deve chegar a 30% em 2050.
Além do crescimento da população 60+, também deve aumentar o número de pessoas com 80 anos ou mais.
Segundo levantamento do Valor Econômico com base em dados demográficos, essa faixa representava 2,2% da população em 2023 e poderá chegar a 11,6% em 2070.
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Envelhecimento aumenta demandas por políticas públicas
As projeções de crescimento da população idosa indicam que essas demandas devem aumentar nas próximas décadas. Com mais pessoas chegando à velhice, a saúde precisará ampliar o acesso a consultas, exames, medicamentos e acompanhamento de doenças crônicas.
O impacto também deve alcançar a previdência e a assistência social, com maior necessidade de garantir renda e apoio para pessoas que precisem de ajuda no dia a dia.
Além disso, a acessibilidade também ganha importância, com espaços e serviços adaptados para garantir segurança e autonomia.
Nesse contexto, os dados do IBGE reforçam que a importância de políticas públicas que acompanhem o envelhecimento da população e suas novas demandas.
