Na última quarta-feira (18), um dia após o lançamento da Cartilha de Letramento Digital 50+: Conectando Gerações na Era Digital, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) aprovou a Política Nacional de Informação e Saúde Digital (PNISD). A nova política visa, entre outros, centralizar o cuidado no cidadão, expandir a telessaúde e assegurar a equidade nos serviços do SUS através de tecnologias digitais.
Durante a apresentação da minuta, a Secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS), Ana Estela Haddad, destacou a importância da nova ação diante dos avanços digitais que fundamentaram a criação da política, como a consolidação da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e a expansão da telessaúde, que alcançou cerca de 10 milhões de teleatendimentos somente entre 2025 e 2026.
Com a aprovação da PNISD, contribuições importantes para a sociedade também foram inclusas, como a de letramento digital para pessoas usuárias do SUS. Uma ação que garante à populações vulnerabilizadas não só a inclusão nos serviços tecnológicos como também a possibilidade de um exercício ativo e autônomo na transformação digital.
O letramento, de acordo com Ana Estela, deverá ser incluído como diretriz prioritária da política. Por isso, a qualificação do controle social também foi outra decisão importante: conselheiras e conselheiros de saúde também receberão formação e capacitação digital para acompanhar a construção dos projetos voltados ao letramento dos usuários.
Projetos, por exemplo, como o Letramento de Mundo 50+, realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Nossa Senhora de Fátima (IDNSF), em parceria com a Faculdade IMEI e a Casa de Sossego Vó Tereza, além da colaboração internacional da Rede Geronto.

Letramento de Mundo 50+
No Brasil, de acordo com a pesquisa do Indicador de Alfabetismo Funcional, publicada em 2024, que analisou dados também no contexto digital, 46% dos usuários tiverem desempenho mediano no uso das tecnologias. Quando separamos esses dados em um contexto de faixa etária, o percentual de desempenho mediano cai para 18% entre as pessoas com 50 a 64 anos.
Por isso, e motivado pelo envelhecimento da população, o projeto Letramento de Mundo 50+ busca ensinar o uso de tecnologias digitais presentes no dia a dia exclusivamente para pessoas com mais de 50 anos. Com duração de um ano, o projeto volta a atenção para o auxílio em processos essenciais, como mandar uma mensagem no WhatsApp, marcar uma consultar, enviar um e-mail e consultar processos do INSS.
No início da semana passada, na terça-feira (17), o IDNSF formou sua primeira turma do Letramento de Mundo 50+ e lançou, junto com as alunas participantes, a Cartilha Letramento Digital 50+: Conectando Gerações na Era Digital. Muito mais do que um certificado, também foram entregues à essas alunas autonomia, segurança digital e confiança para fazer parte de um mundo mais tecnológico.
Com a primeira turma formada, o projeto segue contribuindo para o letramento digital entre as populações vulnerabilizadas e já tem inscrições abertas para a próxima turma.

