Na tarde de ontem, terça-feira (18), aconteceu o lançamento oficial da Cartilha de Letramento Digital 50+: Conectando Gerações na Era Digital, uma idealização do Instituto de Desenvolvimento Nossa Senhora de Fátima (IDNSF), em parceria com o Instituto Mariano de Estudos e Inovações (Faculdade IMEI), da Casa de Sossego Vó Tereza e da Rede Geronto.
O lançamento contou com a participação das alunas-autoras da cartilha, que também receberam o certificado de conclusão do programa Letramento de Mundo. Além desses, também marcaram presença a diretora do IDNSF, Suzana Funghetto, a coordenadora do IDNSF, Ana Plech, o presidente da Casa de Sossego Vó Tereza, Afrânio Reis e a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (COMDI), Maria José Matos.
O evento teve abertura às 15h e seguiu-se até às 16h30, com lançamento oficial da cartilha e confraternização entre os participantes do evento. Para Suzana, esse momento caracteriza uma importante sensibilidade que a política pública deveria ter para atender um país que envelhece cada vez mais, especialmente em relação às mulheres, que são a base da pirâmide relacionada ao envelhecimento.
“O trabalho de hoje, que foi desenvolvido há um ano, mostra que nós podemos encontrar soluções a partir da trajetória de vida das pessoas, unindo a realidade com histórias de vida, com aquilo que as pessoas pensam, mas também as dificuldades encontradas no mundo digital, que começa pelo celular”, declara.
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O que é a Cartilha de Letramento Digital 50+
A Cartilha de Letramento Digital 50+: conectando gerações na Era Digital foi pensada para auxiliar pessoas seniores em tarefas do cotidiano, como pedir transporte e se comunicar com mais autonomia. A cartilha foi elaborada pelas próprias participantes do projeto Letramento de Mundo 50+, a partir dos conhecimentos adquiridos durante as aulas.
O objetivo da criação é voltado para a autonomia de pessoas com mais de 50 anos, que podem consultar a cartilha a qualquer momento que surgir uma dúvida de como fazer algo pelo celular, seja enviar um áudio, fazer uma pesquisa ou mesmo tirar uma foto.
Como é dividida a cartilha
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Visando aproximar a tecnologia da rotina de pessoas, o material aborda três eixos principais: comunicação, informação e serviço e cidadania.
- Comunicação: para o aprendizado de como tirar fotos, mandar áudios pelo WhatsApp, adicionar contatos e realizar chamadas de vídeo;
- Informação: como fazer pesquisas no Google, criar alarmes e utilizar demais recursos do celular;
- Serviço e cidadania: enviar e-mails e utilizar aplicativos de transporte.
Onde encontrar a Cartilha de Letramento
De acordo com Suzana Funghetto, a Cartilha de Letramento Digital 50+ estará disponível gratuitamente para todo mundo. Nessa semana, em exclusivo, o aplicativo poderá ser instalado em qualquer celular do sistema Android e, após, no IOS.
Para estar acessível à qualquer pessoa, independente de onde esteja, a cartilha possui três versões: impressa, site e aplicativo.
“Nós a fizemos em três modelos, com três formas de acesso. A primeira está disponível no site do Instituto de Desenvolvimento Nossa Senhora de Fátima, onde tem todas as dicas de tudo o que aconteceu nesse um ano de aulas. Mas também tem passo a passo de cada uma das aulas, tem um aplicativo para celular, especificamente agora nessa semana para Android, depois para iOS, na próxima semana, gratuito para todas as pessoas.”
Quanto a sua forma física, a retirada gratuita pode ser feita ao visitar tanto o Instituto de Desenvolvimento Nossa Senhora de Fátima quanto a Faculdade IMEI.
Resultados transformadores
As participantes do projeto são moradoras do bairro Santa Maria, localizado na Zona de Expansão de Aracaju, que tinham dificuldades na escrita e no uso de ferramentas digitais. Segundo o presidente da Casa de Sossego Vó Tereza, Afrânio Reis, quando convidadas, incialmente ficaram receosas e não quiserem participar.
“Quando nós convidamos, elas sempre falavam ‘não, a gente não vai conseguir isso, não é pra gente’. Então, começamos a perceber a dificuldade que elas tinham na área digital, principalmente de usar o WhatsApp”, destaca Afrânio.
Dona Luziene Bispo, uma das alunas do projeto, é um dos resultados transformadores do aprendizado digital, que até então não sabia nem escrever seu nome. Foi durante o projeto que conseguiu segurar a caneta e escrever cada letra. “Agora eu sei. Sei tirar foto, postar, mexer em tudo no celular.”
E o mais importante, agora ela se sente mais livre, com maior autonomia. “Estou me sentindo uma princesa. Não dependo de nada mais”. Sobre a idade, dona Luziene é convicta, afirmandoque nunca é tarde para o aprendizado.
A turma, formada agora, serviu de exemplo para as mulheres da cidade. Dona Elinete, que participou do lançamento, disse que ficou interessada e já quer se inscrever para a próxima turma. “Quero aprender a usar o celular, que eu não sei. Eu só uso o ‘celular de idoso’, aquele que só liga e vê as horas.”
Confira as fotos do evento
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