A medicina brasileira acaba de ganhar um importante reforço no tratamento para Parkinson. Em princípio, o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, passou a oferecer, de forma inédita no país, o tratamento com HIFU (Ultrassom Focado de Alta Intensidade), tecnologia capaz de reduzir significativamente os tremores causados pela Doença de Parkinson e pelo Tremor Essencial, sem a necessidade de cirurgia ou anestesia geral.
O método, já utilizado em centros médicos de referência no exterior, oferece resultados imediatos, com melhora de até 70% dos tremores logo na primeira sessão. Para os pacientes, o HIFU representa não apenas um avanço técnico, mas também mais autonomia, segurança e qualidade de vida.
Como funciona o HIFU no tratamento para Parkinson
O HIFU é um procedimento terapêutico não invasivo, que utiliza feixes de ultrassom concentrados para tratar regiões específicas do cérebro. Durante a aplicação, o paciente permanece acordado, deitado em um equipamento de ressonância magnética, permitindo o acompanhamento em tempo real da área tratada.
As ondas de ultrassom são direcionadas com alta precisão para o tálamo ventral intermédio, região cerebral relacionada ao controle dos movimentos. O calor gerado pelas ondas provoca uma lesão milimétrica e controlada, reduzindo a atividade anormal que causa os tremores.
Entre os diferenciais do HIFU estão a ausência de cortes, a não utilização de anestesia geral e a possibilidade de alta hospitalar no mesmo dia, com recuperação rápida e perceptível logo após o procedimento.
Quem pode se beneficiar dos avanços no tratamento do Parkinson
Inicialmente, os especialistas indicam a tecnologia para pacientes que convivem com tremores incapacitantes e refratários, ou seja, que não respondem adequadamente aos tratamentos convencionais.
Entre os beneficiados estão:
- Pacientes com Doença de Parkinson, cujos tremores persistentes comprometem atividades cotidianas e não são controlados por medicamentos.
- Pessoas com Tremor Essencial, distúrbio neurológico benigno que, embora não ameaçador, afeta significativamente a rotina e a autonomia.
- Pacientes que não podem ou preferem evitar cirurgias invasivas, como a estimulação cerebral profunda, procedimento que exige implante de eletrodos e anestesia geral.
Neurologistas e uma equipe multidisciplinar indicam o tratamento HIFU Parkinson após uma avaliação criteriosa, levando em conta fatores como idade, saúde geral, resposta a tratamentos prévios e características clínicas dos tremores.
Centro de Excelência e atenção integral ao idoso
Para ampliar a assistência aos pacientes com distúrbios do movimento, o Hospital Israelita Albert Einstein inaugurou um Centro de Excelência em Distúrbios do Movimento. O espaço reúne neurologistas, neurocirurgiões, fisioterapeutas e especialistas em reabilitação, oferecendo terapias modernas, exames avançados e acompanhamento personalizado.
Além do HIFU, o centro valoriza o protagonismo do paciente em todas as fases do tratamento, integrando recursos de reabilitação física e emocional em um ambiente seguro e acolhedor.
Iniciativa sênior em Aracaju
Fora do eixo São Paulo, uma iniciativa que merece destaque é o Instituto Mariano de Estudos e Inovação (IMEI), localizado em Aracaju. Primeira faculdade do Brasil voltada para pessoas com mais de 60 anos, o IMEI aposta na educação como estratégia de promoção de saúde, inclusão social e bem-estar emocional.
O instituto oferece cursos, oficinas e atividades culturais pensadas para estimular o aprendizado contínuo e a convivência entre gerações.
Para mais informações sobre o tratamento com HIFU no Einstein ou sobre os cursos do IMEI, os interessados podem procurar diretamente as instituições e conhecer as possibilidades para viver com mais autonomia, saúde e qualidade de vida.
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