Projeto de estudantes de direito do IMEI fortalece o empreendedorismo como enfrentamento à violência doméstica

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Os estudantes do curso de Direito do IMEI desenvolveram um projeto de ação contínua para incentivar a autonomia e empreendedorismo feminino com a Associação “A força da mulher além da aparência” que atende mulheres em situação de vulnerabilidade. O trabalho é fruto do Projeto Integrador II, iniciativa que estimula a articulação entre teoria e prática e visa aproximar os alunos de direito a realidade da sociedade.

As atividades estruturadas pelos estudantes englobam diferentes áreas essenciais para fortalecer a própria instituição que serve como rede de apoio para mulheres que já passaram ou enfrentam violência doméstica.

O projeto reforça o compromisso dos alunos e da instituição com a formação acadêmica em contato prático com a comunidade e com a responsabilidade social da profissão. Além de proporcionar aprendizado concreto, desenvolve raciocínio rápido e humanização dos profissionais de direito.

Para Priscilla Hora, integrante do grupo, o projeto vai além de uma oportunidade de colocar seus conhecimentos à prova. “A ideia surgiu do interesse do grupo em desenvolver uma iniciativa que fosse além de uma ação pontual” ela afirma, “Buscando compreender uma necessidade real da comunidade e contribuir de forma prática para a transformação da realidade”.

Sobre o projeto

O projeto sociocultural foi desenvolvido pelos alunos: Catiana Barbosa, Leidizu Gois, Priscilla Hora, Jonas Andrade, Diego Marques, Frank Fernandes, Petersson Barbosa, Robson dos Santos e José Carlos Ferreira; junto a Associação, localizada no bairro Santos Dumont. A instituição trabalha, atualmente com cerca de 132 muheres, com faixa etária entre 30 a 70 anos, além de uma participante de 90 anos.

Segundo Priscilla, a instituição foi escolhida pelo impacto transformador que já exerce na comunidade e comenta que aquilo que mais chamou a atenção do grupo foi a qualidade do acolhimento realizado, assim como o potencial das próprias frequentantes.

A reunião com a gestão da Associação ajudou a identificar demandas e estruturar ações estratégicas. Imagem: Acervo Pessoal.

Além disso, com análises prévias, os estudantes constatar que haviam oportunidades de colaboração em diferentes áreas, especialmente na estruturação da instituição, no fortalecimento da presença digital e no apoio ao desenvolvimento das mulheres atendidas. “[A visita] mostrou ao grupo que pequenas contribuições, quando direcionadas às necessidades certas, podem gerar impactos significativos”, declarou.

Quais as próximas etapas para o projeto?

Agora, a ideia é trabalhar continuamente junto a Associação para atender suas necessidades, servindo como ponte para conectar a instituição a profissionais, serviços, oportunidades e, quando possível, por meio da prestação direta de consultorias de direito.

Além de investir na presença digital da organização para aumentar a visibilidade e atrair novos parceiros e recursos para a continuidade de suas ações. “A experiência permitiu iniciar uma relação de proximidade e confiança, fundamental para que as próximas ações sejam construídas de acordo com as necessidades reais da Associação”, disse.

O papel do empreendedorismo na autonomia feminina

A visita ao local proporcionou maior contato e proximidade com a realidade da instituição. Imagem: Acervo Pessoal.

De acordo com dados de pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal de Brasília (UnB), 61% das mulheres indicam a dependência financeria como motivo que impede a denúncia contra a violência doméstica.

Dentro desse contexto, a autonomia financeira apresenta-se como uma fator de proteção contra a violência e o empreendedorismo é um importante caminho nessa busca. Sendo a principal motivação para mulheres empreendedoras começarem a construir seus negócios, segundo relatório da FGV EAESP. E as análises mostram que o apoio da comunidade é fundamental nesse processo.

Impacto que vai além da sala de aula

O projeto desenvolvido pelos alunos do IMEI busca enfrentar dois dos principais desafios das mulheres ao empreender: a falta de acesso a financiamentos ou recursos adicionais e a falta de suporte.

Ao ampliar acesso a conhecimentos, informações e orientações especializadas ou até aumentar o alcançe da Associação, a iniciativa contribui para suavizar desigualdades estruturais que empreendedoras enfrentam, impulsionando o aumento dessas atividades.

“O projeto busca não apenas atender necessidades imediatas, mas criar condições para que as mulheres desenvolvam maior autonomia pessoal, profissional e financeira”, explica Priscilla.

Além de preparar os estudantes para a realidade da atuação profissional e desenvolver um olhar humano, também proporciona o melhoramento da sociedade geral. O apoio ao empreendedorismo feminino não traz apenas benefícios individuais para as mulheres Donas de Negócios, ainda auxilia no desenvolvimento socio-ecnonomico de suas comunidades.

O curso que dialoga com a realidade da sociedade

IMEI , em Aracaju (SE), é uma instituição que combina inovação, metodologias ativas e formação prática desde os primeiros períodos. O curso propõe um ensino conectado às demandas atuais: turmas reduzidas, experiências reais e currículo moderno.

A nova turma já está com matrículas abertas, uma oportunidade para quem busca uma formação humanizada, atual e voltada ao protagonismo do estudante.

Sobre o curso

O curso de Direito do IMEI se propõe a formar profissionais capazes de responder às demandas contemporâneas do mercado jurídico, com desenvolvimento de competências analíticas, visão estratégica e preparo para atuar em um cenário em constante transformação.

O modelo acadêmico adotado busca promover uma experiência de aprendizagem integrada, que articula teoria e prática de forma a tornar o estudante apto a enfrentar os desafios da profissão.

Inscreva-se no Processo Seletivo 2026.2 e dê o primeiro passo para construir sua carreira em Direito com uma formação moderna, estruturada e alinhada às exigências do mercado.