IMEI apresenta modelo de ensino superior para população 60+ em palestra no Rotary Club

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O envelhecimento populacional e os desafios da inclusão educacional no ensino superior para população 60+ foram temas centrais da palestra ministrada ontem (28) por Suzana Funghetto, diretora do Instituto Mariano de Estudos e Inovação (IMEI), durante encontro do Rotary Club Aracaju.

Intitulada “O Ensino Superior e o processo de envelhecimento”, a apresentação destacou o crescimento da população idosa e o papel transformador da educação no envelhecer com qualidade.

De acordo com Suzana, o ingresso de pessoas com 60 anos ou mais no ensino superior tem crescido expressivamente nos últimos anos. No entanto, as metodologias tradicionais ainda não atendem às necessidades desse público. Por isso, o IMEI propõe um modelo educacional, centrado no respeito à trajetória e ao tempo de cada aluno.

“Fizemos um currículo mais flexível, que respeita o ritmo e a trajetória de vida dos nossos estudantes. A ideia não é que a pessoa precise abrir mão da própria vida, mas que ela se reconheça no processo de aprendizagem”, explicou

Aracaju reflete esse novo cenário. Em 2022, a capital sergipana contabilizava 90.134 pessoas com 60 anos ou mais, o que representa 30,6% da população idosa do estado. De acordo com dados da Prefeitura de Aracaju,em 2024, essa faixa etária já correspondia a 14,47% da população total da cidade.

A primeira faculdade do Brasil focada em pessoas 60+

Pioneiro no país, o IMEI é a primeira instituição de ensino superior vocacionada exclusivamente para o público 60+. A proposta pedagógica aposta em metodologias ativas, como sala de aula invertida, gamificação e projetos integradores de vida (PIV), além de ambientes intergeracionais que incentivam a troca de saberes entre alunos, professores e a comunidade.

A cada aula, os estudantes são convidados a refletir sobre uma questão norteadora, estimulando memória, raciocínio lógico e a construção de novos saberes — processo que também atua na prevenção de doenças cognitivas, como o Alzheimer e outras demências.

“Cada aula parte de uma pergunta norteadora que ativa memórias e promove o raciocínio. Também utilizamos tecnologia e estudos de caso para aproximar o conteúdo da realidade dos alunos”, afirmou Suzana. 

Valorização do Saber Sênior

Alinhado às diretrizes da Agenda 2030 da ONU, à Década do Envelhecimento Saudável da OPAS e à Agenda Brasil 2050, o IMEI busca garantir o direito à educação ao longo da vida, como previsto na Constituição e no Estatuto da Pessoa Idosa, mas também valorizar o chamado “Saber Sênior”, promovendo inclusão, sustentabilidade e justiça social.

As aulas da próxima turma do IMEI começam no dia 5 de maio. A instituição está aberta a parcerias com organizações públicas e privadas que desejem investir em educação transformadora para a população idosa.

Formação com propósito e inovação

O Curso de Direito para pessoas 60+ é construído com base nas experiências de vida dos alunos e nas transformações globais relacionadas ao envelhecimento. Com currículo flexível e disciplinas trimestrais, o curso oferece:

  • Formação humanística e interdisciplinar, conectada com temas como sustentabilidade e longevidade;
  • Valorização das experiências de vida no processo de aprendizado jurídico;
  • Enfoque em Direitos Humanos e Justiça Intergeracional;
  • Preparação para um mundo em transição demográfica;
  • Imersões nacionais e internacionais, proporcionando vivências em ambientes jurídicos globais de excelência;
  • Formação multidisciplinar, com integração de áreas complementares ao Direito.

Além disso, os alunos têm acesso a um Núcleo de Prática Jurídica, onde podem vivenciar a aplicação prática do Direito em resolução de conflitos, sempre com suporte tecnológico e metodologias inovadoras.

Quer conhecer as propostas do IMEI? Agende uma visita e conheça nossa estrutura:

Ouça nosso Podcast – Saber Sênior: Trajetórias