O acolhimento afetivo vem se consolidando como estratégia terapêutica fundamental na atenção à pessoa idosa. Durante o Congresso Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (CONADIPI), profissionais da saúde apresentaram o conceito de “prontuário afetivo”, ferramenta que registra informações pessoais sobre preferências, vínculos familiares, hobbies e histórias de vida dos pacientes.
Essa prática, inicialmente simples, cria vínculo entre paciente, familiares e equipe médica, humanizando o atendimento e fortalecendo a confiança no processo de cuidado.
Essa abordagem não se restringe ao ambiente hospitalar. Especialistas reforçam que o prontuário afetivo deve integrar as rotinas de unidades básicas de saúde, institutos geriátricos e serviços da rede municipal.
Ao considerar a individualidade de cada idoso, promove-se continuidade no cuidado e melhor articulação entre os diferentes níveis de atenção, elevando os indicadores de bem-estar e qualidade assistencial.
Exemplos como o Hospital de Base de Brasília mostram os benefícios da prática. Na unidade, o acolhimento começa desde a chegada do paciente e segue por todo o atendimento, escuta, orientações, consultas e tratamentos.
A estratégia segue as diretrizes da Política Nacional de Humanização, estabelecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), baseada na inseparabilidade entre gestão e atenção, transversalidade e protagonismo dos sujeitos.
Além do CONADIPI, a temática da humanização na saúde do idoso será um dos eixos centrais da Conferência Livre Nacional, promovida pela Rede Geronto e marcada para 4 de agosto de 2025.
O evento, em formato híbrido, reunirá instituições de ensino, serviços de saúde, associações e centros de pesquisa para debater longevidade, equidade e as múltiplas velhices em perspectiva intergeracional.
A sede do Instituto Mariano de Estudos e Inovação (IMEI), em Aracaju (SE), sediará as atividades presenciais, com transmissão simultânea pelo canal da Rede Geronto no YouTube.
A diretora da Rede Geronto, Suzana Funghetto, destaca os desafios para a efetivação dessas práticas, especialmente no que diz respeito à formação acadêmica e à escuta qualificada.
Segundo ela, a formação técnica, muitas vezes, negligencia o aspecto humanista, crucial no cuidado ao idoso, particularmente para aqueles que enfrentam a velhice sem preparo emocional ou rede de apoio adequada. “Esse paciente é fragilizado e precisa de um relacionamento mais estreito e de confiança com a equipe de saúde”, observa.
Diante desse cenário, o Instituto Mariano de Estudos e Inovação reafirma seu compromisso com o envelhecimento digno e participativo.
Ao acompanhar os debates do CONADIPI e sediar a Conferência Livre Nacional, o IMEI defende o uso do prontuário afetivo como ferramenta de humanização e melhoria no atendimento, além de incentivar a formação de equipes preparadas para cuidar com empatia e respeito às diferenças da pessoa idosa.
Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho do IMEI e participar das discussões sobre envelhecimento e cuidado humanizado pode acompanhar a programação da Conferência Livre Nacional pelo site e pelas redes sociais da instituição.
Agende agora sua visita e saiba com detalhes tudo que o IMEI tem a oferecer!
