O Instituto Mariano de Estudos e Inovação (IMEI) realizou mais uma oficina do Projeto Letramento de Mundo 50+: Conectando Gerações na Era Digital, iniciativa voltada para pessoas com 50 anos ou mais que une alfabetização e letramento digital para promover autonomia, inclusão social e cidadania. Nesta nova etapa, as alunas desenvolveram uma atividade que integrou recursos tecnológicos ao exercício da leitura e da escrita.
Durante a aula, as participantes produziram uma receita de sua preferência utilizando ferramentas já presentes no cotidiano. Na aula anterior, gravaram um áudio da receita pelo WhatsApp. Em seguida, utilizaram a transcrição automática da mensagem para transformar a fala em texto e, na aula desta semana, registraram a receita no papel, exercitando a escrita e a leitura.
Segundo a professora Lilian Valadares, a atividade foi pensada para aproximar a tecnologia do processo de alfabetização.
“Na aula de hoje, nós trabalhamos a interdisciplinaridade da tecnologia com a parte pedagógica da escrita. Todos os alunos conseguiram construir a sua receita preferida. Eles foram ao WhatsApp, gravaram um áudio, esse áudio saía escrito e logo em seguida eles passaram para o papel. Dando continuidade à nossa parte escrita, todos eles leram a sua receita e fizeram a correção daquilo que aprenderam no decorrer dessa unidade. Eles tiveram um desenvolvimento brilhante.”
A proposta faz parte da metodologia do Projeto Letramento de Mundo, que utiliza situações reais do cotidiano para fortalecer o aprendizado. A iniciativa busca desenvolver competências que permitam aos participantes utilizar a tecnologia de forma autônoma, segura e consciente, ampliando sua participação na vida social e o acesso a serviços e informações.
Veja mais sobre o Projeto Letramento de Mundo:
Realização do Projeto
Realizado no IMEI, em parceria com o mantenedor do IMEI, o Instituto de Desenvolvimento Nossa Senhora de Fátima (IDNF), e da Casa de Sossego Vó Tereza , o projeto é direcionado a pessoas com 50 anos ou mais e adota uma metodologia inspirada na pedagogia de Paulo Freire, valorizando as experiências de vida dos participantes e promovendo uma aprendizagem baseada no diálogo e na construção coletiva do conhecimento.

Ao longo das oficinas, os alunos desenvolvem habilidades de leitura, escrita e letramento digital por meio de atividades práticas que aproximam o aprendizado das necessidades do dia a dia. A proposta demonstra que a tecnologia pode ser uma importante aliada no processo de alfabetização, contribuindo para fortalecer a autoestima, a autonomia e o protagonismo das pessoas idosas.
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