O que é preciso para envelhecer bem?

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Envelhecer bem é o desejo de milhões de brasileiros, e, com o avanço da expectativa de vida, essa é uma pauta cada vez mais urgente. De acordo com as projeções do IBGE, em 20 anos a população com 60 anos vai ser a maior fatia populacional do país, chegando a 28%. Desse modo, crescem as discussões sobre o que realmente contribui para a longevidade com saúde, autonomia e bem-estar.

Mas, afinal, o que é preciso para envelhecer bem? Um estudo divulgado pelo Correio Braziliense em julho de 2025 aponta caminhos claros para essa resposta. A pesquisa reuniu dados de especialistas das áreas de geriatria, psicologia, nutrição e saúde pública e identificou quatro pilares principais para um envelhecimento com qualidade: alimentação equilibrada, sono reparador, prática de atividade física e uma rede de apoio afetiva e social.

Mais do que uma receita pronta, o estudo mostra que envelhecer bem é o resultado de escolhas e hábitos sustentados ao longo da vida, e que podem ser adotados ou reforçados em qualquer idade.

Os quatro pilares da longevidade saudável

De acordo com o levantamento, envelhecer bem está diretamente relacionado ao equilíbrio entre corpo, mente e relações sociais. Esses elementos se organizam em quatro pilares fundamentais que devem ser cultivados diariamente por quem deseja viver mais e com qualidade.

1. Alimentação nutritiva e equilibrada

Primeiramente, um dos principais pilares para envelhecer com saúde é cuidar da alimentação. Uma dieta rica em nutrientes é capaz de reduzir o risco de doenças como diabetes, hipertensão, osteoporose e até Alzheimer. O ideal é priorizar alimentos naturais e frescos, como frutas, legumes, verduras, cereais integrais, oleaginosas e fontes magras de proteína, como peixes, ovos e leguminosas.

Além de fortalecer o sistema imunológico, uma boa alimentação contribui para o funcionamento do intestino, melhora o sono e protege o cérebro contra processos degenerativos. Além disso, beber água regularmente e evitar o consumo excessivo de ultraprocessados, açúcares e gorduras também são atitudes essenciais para manter o corpo ativo e resistente ao passar dos anos.

2. Sono de qualidade e rotina regular

Dormir bem é mais do que descansar, é um processo vital para a regeneração do corpo e da mente. Durante o sono, o organismo realiza funções fundamentais, como a consolidação da memória, a produção de hormônios e o equilíbrio do metabolismo. Dormir mal, por outro lado, pode desencadear uma série de problemas físicos e emocionais, como irritabilidade, ansiedade, queda da imunidade e aumento da pressão arterial.

Para envelhecer bem, é recomendável manter uma rotina de sono estável, com horários definidos para dormir e acordar, e um ambiente propício ao descanso: escuro, silencioso e confortável. Práticas como desligar aparelhos eletrônicos antes de dormir e evitar cafeína à noite também ajudam a promover um sono mais profundo e restaurador.

3. Exercício físico regular e adaptado à idade

A prática de atividade física é um dos fatores mais consistentes na promoção da longevidade saudável. Exercícios regulares, mesmo em intensidade moderada, melhoram a circulação, mantêm a massa muscular, fortalecem ossos e articulações e diminuem os riscos de quedas e fraturas, que são grandes ameaças à autonomia na terceira idade.

Além dos benefícios físicos, o movimento corporal tem impacto direto na saúde emocional. Atividades como caminhadas, yoga, dança de salão ou hidroginástica estimulam a produção de endorfinas, reduzem o estresse e promovem bem-estar. O importante é encontrar algo prazeroso e adaptado à realidade de cada pessoa, respeitando limites e preferências.

Atividade física regular melhora a saúde, mobilidade e qualidade de vida dos idosos, além de prevenir doenças.

4. Rede de apoio e conexões afetivas

Nenhum ser humano envelhece bem sozinho. A presença de uma rede de apoio sólida, formada por amigos, familiares, vizinhos ou grupos comunitários, é essencial para manter a saúde emocional, a autoestima e a motivação. O estudo mostra que pessoas com vínculos afetivos fortes tendem a viver mais e melhor, com menos casos de depressão, ansiedade e doenças cardiovasculares.

Participar de grupos de convivência, realizar atividades em grupo, manter conversas frequentes e estar inserido em espaços de escuta e troca são formas eficazes de fortalecer esse pilar. Além disso, ter com quem contar em momentos difíceis e compartilhar alegrias cotidianas são aspectos que influenciam diretamente na percepção de bem-estar.

Propósito de vida e bem-estar emocional

Além dos fatores físicos e sociais, o estudo destaca um ponto fundamental para a longevidade com qualidade: ter um propósito. Pessoas que mantêm um sentido para suas vidas tendem a ser mais ativas, resilientes e mentalmente saudáveis. O propósito pode vir de muitas formas, como cuidar da família, realizar projetos pessoais, contribuir com a comunidade ou aprender algo novo.

Envelhecer com um propósito está diretamente ligado ao bem-estar emocional. A sensação de ser útil, de continuar evoluindo e de ter objetivos mantém a mente desperta e reduz sintomas de ansiedade e depressão, que são comuns na velhice. E é justamente aqui que entra um fator transformador: a educação na maturidade.

Ter um propósito de vida mantém a mente ativa, fortalece o emocional e dá sentido aos dias na terceira idade.

Educação na maturidade: ferramenta para a saúde mental e a longevidade

Aprender ao longo da vida é uma prática que fortalece o cérebro, amplia a autoestima e promove o protagonismo das pessoas idosas. A educação na maturidade rompe estereótipos, cria espaços de convivência e contribui para o envelhecimento ativo, como reconhecido pela Organização Mundial da Saúde.

Estudar depois dos 60 anos não é apenas possível, é um dos caminhos mais eficazes para manter a autonomia, exercitar a memória e redescobrir talentos. É também uma forma poderosa de reafirmar a identidade, criar novas amizades e dar novo significado à trajetória pessoal.

E se existe um espaço no Brasil que personifica essa missão de valorizar o Saber Sênior, esse espaço é o Instituto Mariano de Estudos e Inovação (IMEI).

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O IMEI é pioneiro ao oferecer uma faculdade voltada exclusivamente para o público com 60 anos ou mais. Com um modelo educacional inovador, o Instituto integra o conhecimento acumulado ao longo da vida às práticas pedagógicas mais atuais, promovendo experiências significativas e transformadoras.

Com base em valores como inclusão, dignidade, protagonismo e sustentabilidade, o IMEI desenvolve soluções pedagógicas, sociais e tecnológicas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles voltados à saúde, bem-estar e ao envelhecimento digno.

Mais do que um espaço de aulas, o IMEI é um lugar de troca, pertencimento e descoberta. Lá, os alunos compartilham vivências, se desafiam a aprender coisas novas e encontram um ambiente acolhedor onde são reconhecidos como protagonistas de suas histórias.

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