Nesta terça-feira (19), a diretora do IMEI Academy e especialista em envelhecimento humano, Suzana Funghetto, participou da mesa de debates do II Congresso Internacional de Tecnologia e Inovação em Gerontologia (CITIG) e do III Seminário Internacional de Inovação e Longevidade, realizados em São Paulo.
O evento, que acontece de forma integrada e no formato híbrido, é uma iniciativa da Universidade do Envelhecer (UniSER), em parceria com a Rede Geronto e diversas instituições de ensino e pesquisa do Brasil, Itália, Chile e México.
Durante a sessão de debates, Suzana ressaltou que a escuta sensível é a estratégia que não pode ser esquecida na promoção da longevidade.
“O fenômeno mundial do envelhecimento deve entender a velhice pela velhice, pois ela é diferente para quem tem 60, 70, 80, 90 ou 100 anos, uma vez que cada fase da vida guarda suas nuances. A academia precisa compreender essas particularidades para que o debate e a elaboração de políticas públicas sejam eficazes”, afirmou.
Além disso, a diretora do IMEI também destacou as ações desenvolvidas pela instituição, bem como as parcerias firmadas que têm impulsionado uma verdadeira transformação no campo da gerontologia, por meio de pesquisas e estudos voltados aos desafios do envelhecimento de maneira conjunta e integrada.
Suzana enfatizou ainda o protagonismo da rede na ampliação do acesso ao ensino superior para pessoas com mais de 60 anos, com a criação, em Aracaju (SE), da primeira faculdade voltada exclusivamente ao público sênior.
“Estamos com a IMEI Academy, primeira instituição do país destinada ao saber sênior. Criamos uma metodologia ativa e de aprendizagem diferenciada para contemplar esse segmento, ouvindo, entendendo e atendendo suas demandas”, celebrou.
Inclusão digital e intergeracional no ensino para idosos
Além da sua participação nas mesas de debate, Suzana Funghetto também participou do Videocast “Metodologias Ativas: Ensino e Aprendizado conversando entre si”, para falar sobre sua experiência na implantação de uma faculdade para pessoas com 60 anos ou mais, com um currículo de Direito que integrava longevidade, metodologias ativas, competências e habilidades intergeracionais.
Também destacou os desafios da educação para a pessoa idosa, abordando a diversidade na familiaridade com o digital e a necessidade de respeitar o “saber sênior” e a bagagem de vida dos alunos mais velhos.

“A gente atua como uma ponte entre instituições, cursos, pesquisadores, associações e serviços. O que temos percebido é que muitas universidades e associações desenvolvem trabalhos relevantes, mas a academia ainda não reconheceu o óbvio em relação à pessoa idosa. Ela não escutou o suficiente. O idoso e a idosa aprendem de forma diferente, e isso precisa ser levado em consideração”
Suzana completou com um exemplo prático do dia a dia: “Muitas vezes, as alunas chegam e dizem: ‘Professora, me ensina a fazer um Pix’. Isso mostra a falta de familiaridade com o mundo digital. Não é à toa que o Brasil lidera o ranking de golpes aplicados em pessoas idosas. Mas o mais importante é que elas querem aprender, estão dispostas.”
Susana também defendeu a inclusão genuína e a importância de mesclar turmas de diferentes gerações para uma aprendizagem significativa:
“Nós temos desafio de mesclar essas turmas para que haja significação da aprendizagem. O idoso de 60 anos já está mais familiarizado com a educação digital; o de 70, um pouco menos; e os de 80 e 90 anos, muito pouco. Ainda assim, todos querem estudar e aprender coisas novas.”
Acesse e confira o VideoCast completo!
