SBGG lança plano estratégico para promover envelhecimento digno até 2030

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Com um olhar voltado para o futuro, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) inicia um novo ciclo de atuação estratégica que se estenderá até 2030. A entidade, referência nacional na área do envelhecimento, apresenta um plano moderno e participativo que visa estruturar uma gestão inovadora, fortalecer a produção científica, ampliar a representatividade institucional e contribuir para a promoção de um envelhecimento digno no Brasil.

A proposta é clara: promover um envelhecimento digno, saudável e ativo para a população brasileira.

Missão e visão focadas na transformação social

A missão da SBGG é formar profissionais altamente capacitados, fomentar a pesquisa em Geriatria e Gerontologia e fortalecer os vínculos institucionais com a sociedade civil e o poder público. 

A organização também destaca a importância da comunicação eficaz, da disseminação do conhecimento e da expansão territorial de especialistas. 

Nesse contexto, a visão da entidade é consolidar-se como referência global no campo do envelhecimento, promovendo inovação, inclusão e excelência.

Estratégias para ampliar o impacto até 2030

O planejamento estratégico da SBGG está alicerçado em cinco pilares centrais. O primeiro é a governança participativa, com foco na profissionalização da gestão e na reforma do estatuto da entidade.

Em seguida, destaca-se a comunicação eficiente e humanizada, voltada para aproximar ainda mais a sociedade e os profissionais da pauta do envelhecimento. 

A formação de excelência e a modernização tecnológica compõem o terceiro eixo, seguidos pela ampliação da representatividade institucional e, por fim, a promoção e difusão do conhecimento científico.

Envelhecimento digno e ativo como prioridade nacional

Entre os principais objetivos da SBGG até 2030 estão a valorização dos profissionais da área, o combate ao etarismo e a consolidação da liderança científica no debate sobre o envelhecimento no Brasil e na América Latina. 

A entidade também busca intensificar parcerias estratégicas com instituições de ensino, órgãos governamentais e organizações internacionais, além de investir em inovação e nas boas práticas de cuidado com a pessoa idosa.

Mobilização coletiva para um futuro mais justo

Por fim, a SBGG reforça que o sucesso desse plano depende do engajamento coletivo. O envolvimento de um time técnico, diverso e comprometido é essencial para alcançar as metas estabelecidas. 

Com o lema “Juntos, somos mais fortes”, a instituição convida profissionais, gestores e a sociedade a participarem ativamente das iniciativas propostas. O envelhecimento da população é uma realidade incontornável  e a hora de planejar o futuro é agora.

Demografia e desafios crescentes exigem resposta organizada para um envelhecimento digno

Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reforçam a urgência dessa mobilização. Segundo as projeções demográficas, em menos de duas décadas, o número de pessoas com 60 anos ou mais no Brasil deve ultrapassar a marca dos 30% da população. Esse cenário impõe desafios complexos aos sistemas de saúde, previdência e assistência social, além de demandar mudanças profundas na forma como o país encara o envelhecimento e assegura condições para um envelhecimento digno a todos os cidadãos.

Para a presidente da SBGG, Dra. Carla Iasi, o momento exige mais que boas intenções. “O Brasil precisa adotar políticas públicas sustentáveis, baseadas em evidências científicas e com participação ativa da sociedade civil. Esse plano estratégico é o nosso compromisso institucional com um futuro mais inclusivo, onde o envelhecimento seja sinônimo de dignidade, protagonismo e cuidado integral”, afirma.

Referência técnica e científica na formulação de políticas públicas

Nos últimos anos, a SBGG tem se consolidado como uma das principais vozes técnicas no debate sobre envelhecimento no país. A entidade participou ativamente da construção da Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa e de iniciativas estaduais e municipais voltadas à proteção e promoção dos direitos da população sênior.

O novo plano estratégico pretende fortalecer ainda mais essa posição, com a criação de grupos técnicos e fóruns de discussão permanente sobre temas emergentes, como envelhecimento nas periferias urbanas, políticas de prevenção de violência contra idosos, e o papel das tecnologias assistivas no cuidado domiciliar.

Cuidado humanizado e combate ao etarismo no centro das ações

Outro ponto central do documento é o enfrentamento ao etarismo — preconceito etário que impacta diretamente a qualidade de vida da pessoa idosa. De acordo com um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 50% dos brasileiros com mais de 60 anos já relataram episódios de discriminação por conta da idade.

Para a SBGG, combater essa cultura exige investimento em educação, campanhas de sensibilização e atualização contínua dos profissionais de saúde. “Não se trata apenas de oferecer mais serviços, mas de mudar mentalidades, humanizar as relações e garantir o respeito às individualidades de cada pessoa idosa”, destaca a Dra. Iasi.

Investimento em pesquisa e inovação gerontológica para fortalecer o crecimento de um envelhecimento digno

O plano também destina atenção especial à produção científica. A entidade pretende lançar editais anuais de fomento à pesquisa, estimular a publicação de estudos em periódicos internacionais e ampliar a cooperação acadêmica com universidades brasileiras e estrangeiras.

Todas essas ações buscam gerar conhecimento qualificado e subsidiar políticas públicas que garantam um envelhecimento digno e saudável para a população. A criação de um banco nacional de dados sobre envelhecimento e saúde do idoso é outra meta prioritária.

Um chamado à sociedade

A SBGG encerra o lançamento do plano com um convite claro à sociedade: acompanhar, cobrar e participar das iniciativas propostas. Segundo a entidade, somente com a união de gestores públicos, iniciativa privada, academia e organizações sociais será possível enfrentar os desafios do envelhecimento populacional com responsabilidade e sensibilidade social.

“É hora de construir, de forma coletiva, um Brasil onde envelhecer não seja um problema, mas um direito vivenciado com segurança, saúde e respeito”, conclui a presidente.