É possível viver até os 150 anos? Entenda o limite da longevidade

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A busca por compreender o limite da longevidade sempre fascinou a humanidade. Recentemente, debates sobre a possibilidade de viver mais têm ganhado destaque. Mas o que a ciência diz sobre a longevidade? Pesquisadores estudam não apenas quantos anos é possível viver, mas também como garantir que esses anos adicionais tenham qualidade e saúde.

Estudos publicados na revista Nature Communications sugerem que o limite da longevidade se situa entre 120 e 150 anos, momento em que a resiliência celular do corpo humano entra em colapso.

O cientista Leonard Hayflick descobriu nos anos 1960 que as células humanas possuem um número limitado de divisões antes de entrarem em senescência, processo de envelhecimento do corpo. Essa descoberta evidenciou que existe um limite da longevidade celular, que impede a regeneração indefinida dos tecidos.

A pessoa mais velha já registrada foi Jeanne Calment, que viveu até os 122 anos, e desde então ninguém conseguiu superar essa marca.

Jeanne Calment. – Foto: France Press – 20.fev.1997

Pesquisas indicam que doenças crônicas, como diabetes, câncer e problemas cardiovasculares, são responsáveis por grande parte das limitações enfrentadas por idosos. Fatores como nutrição, estado mental e fragilidade física influenciam diretamente a experiência de envelhecimento.

Viver mais não significa viver melhor

Estar atento a qualidade de vida na velhice é essencial para que os anos adicionais sejam significativos. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) destaca que envelhecer com saúde envolve a manutenção da capacidade funcional, promovendo saúde física e mental ao longo da vida.

O aumento da expectativa de vida mostra que viver mais é possível, mas não basta somar anos: é essencial garantir que cada etapa da vida seja vivida com saúde, autonomia e propósito.

Os 5 pilares para o envelhecimento saudável

O geriatra Andrea Fabbo aponta cinco pilares essenciais para um envelhecimento saudável: cuidado com a saúde física, alimentação equilibrada, atividade física regular, estímulo cognitivo e emocional e participação social. Esses fatores combinados ajudam a prevenir doenças, manter a autonomia e fortalecer o bem-estar ao longo dos anos.

Fabbo reforça que o envelhecimento ativo depende tanto de escolhas individuais quanto de apoio social. Cuidar do corpo, da mente e das relações permite envelhecer com qualidade, alinhando-se à proposta do IMEI de oferecer conhecimento e suporte para que pessoas 60+ vivam com mais protagonismo e propósito.

O Instituto Mariano de Estudos e Inovação (IMEI) oferece cursos, eventos e conteúdos voltados para pessoas 60+, estimulando práticas que fortalecem corpo, mente e participação social. Aprender a cuidar da saúde, desenvolver novas habilidades e se conectar com experiências significativas pode ser a chave para aproveitar plenamente os anos adicionais de vida.

Descubra como viver com mais qualidade e protagonismo, respeitando os limites biológicos da longevidade. Conheça o IMEI e transforme o processo de envelhecer em aprendizado, bem-estar e novas oportunidades em todas as fases da vida.